Aos 40 anos, e-mail insiste em ignorar decretos de morte - Asplan Sistemas

Aos 40 anos, e-mail insiste em ignorar decretos de morte


Correio eletrônico é ameaçado pelas redes sociais e spam.Primeira mensagem com o símbolo ‘@’ foi enviada em 1971.

Em 1971, uma época em que o ‘@’ ainda era digitado com a combinação de
teclas “SHIFT+P”, Ray Tomlinson estudava o programa “SNDMSG”, que
permitia o envio de e-mails para usuários de um mesmo computador – na
ocasião, um mesmo “computador” era usado por muitas pessoas. Com algumas
melhorias, Tomlinson percebeu que poderia enviar mensagens para outros
sistemas, mas precisava de algo para separar o nome do usuário do
computador. Nascia  o padrão “usuário@computador” e também o primeiro
e-mail. O formato chega aos 40 anos após ouvir diversos decretos de
morte – inclusive de sistemas como o Google Wave, que deixaram de
existir antes de “assassinar” o antigo e-mail.

Mensagens eletrônicas eram enviadas internamente antes da possibilidade
de se enviar algo pela rede existir. A caixa de entrada era apenas um
arquivo no sistema no qual o protocolo tinha apenas permissão para
acrescentar informações e não editar, ler ou remover. Isso foi
complementado por Tomlinson com base no Cryptnet, outro protocolo que
ele desenvolveu para enviar arquivos pela rede, e com isso o e-mail
deixou de ser uma mera caixa de recados entre usuários do mesmo
computador.

Ray Tomlinson conta em seu site que não lembra o conteúdo do primeiro e-mail,
mas que provavelmente foi algo sem sentido como “QWERTYUIOP”. Ele
lembra, porém, porque escolheu o símbolo “@”: ele não era usado em nomes
e não era nenhum caractere especial em nenhum editor de texto da época.
No Brasil, o “arroba” é uma unidade para medir massa que vale 15
quilogramas.

Evolução
Em 1970 não exista ainda o “.com” e ler mensagens individuais não era
possível inicialmente. O primeiro e-mail foi enviado entre dois
computadores que estavam lado a lado, mas que estavam conectados apenas
pela Arpanet – a rede embrionária que deu origem à internet dos dias
atuais.

Na década de 80, o formato de e-mail seria usado na Usenet e na criação
de listas de discussão, mas já com extensas mudanças. As tecnologias
atuais (o SMTP, o POP, e o IMAP) apareceriam na década de 80 para
adequar o e-mail à rede IP (internet), que estava substituindo a
Arpanet. Com algumas mudanças, esse é o mesmo e-mail usado até hoje. Os
primeiros webmails surgiram em 1995.

E-mail ainda é mais popular que redes sociais
Determinar a quantidade de mensagens de e-mail que circula diariamente é
complicado porque não existe uma autoridade que verifica e conta todas
as mensagens. Empresas especializadas no ramo como a Radicati e a
Commtouch estimam que 30 bilhões de mensagens de e-mail legítimas são
enviadas por dia, mas outras 100 a 200 bilhões de mensagens são spam –
número que caiu em 2011 com o desmantelamento de algumas redes
criminosas.

O número pode ser comparado ao Twitter, que em abril revelou receber 350 milhões de tuítes por dia.
O Facebook afirmou em novembro de 2010 que quatro bilhões de mensagens
são enviadas no site por dia – mas essa estatística inclui as mensagens
de chat.

A maioria das redes sociais – ditas concorrentes do e-mail – ainda
envia notificações a seus usuários via e-mail. Algumas delas,
repetidamente. Outros concorrentes, como o Google Wave, desapareceram
antes mesmo de conseguir espaço.

Apesar das redes sociais e dos softwares de mensagem instantânea e
chat, o e-mail continua fazendo circular bilhões de mensagens por dia e
servindo como autenticação de registro em diversos serviços e sites da
web.

Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/08/aos-40-anos-e-mail-insiste-em-ignorar-decretos-de-morte.html

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