Após cancelamento de tablet da HP, quem desafiará a Apple? - Asplan Sistemas

Após cancelamento de tablet da HP, quem desafiará a Apple?

O cancelamento súbito do tablet Touch Pad, da Hewlett-Packard, depois
de apenas sete semanas de vendas, serviu para lembrar que as grandes
empresas da tecnologia, até o momento, não conseguiram conquistar nem
mesmo uma fração do mercado do iPad, da Apple.

O
TouchPad acompanhará o Streak, da Dell, ao cemitério dos tablets,
enquanto as vendas fracas de outros produtos concorrentes sugerem que
novos nomes serão acrescidos a essa lista.

“Os outros
tablets, que não sejam o iPad, simplesmente não vendem no varejo. Essa é
a mensagem clara dos acontecimentos dos últimos dias,” disse Mark
Gerber, analista da empresa de pesquisa e investimento Detwiler Fenton.

Outros
tablets que não conseguiram conquistar os consumidores incluem o Eee
Pad Transformer, da Asustek, e o Xoom, da Motorola Mobility, que o
Google planeja adquirir.

O PlayBook, da Research in
Motion, recebeu críticas muito negativas e tem registrado vendas fracas,
mas provavelmente sobreviverá porque desempenha papel crucial na
estratégia da empresa.

“Não antecipo que a RIM
cancele o PlayBook em breve ou abandone essa plataforma, porque a
empresa considera o produto como seu futuro,” disse Collin Gillis,
analista da BGC Financial.

Os rivais da Apple também não se saíram bem ao criar software para tablets.

O
software iOS, da Apple, respondeu por 61,3 por cento do segmento no
segundo trimestre, mais que o dobro dos 30 por cento detidos pelo
Android, do Google, seu concorrente mais próximo. A Microsoft tinha
apenas 4,6 por cento e a RIM, 3,3 por cento, de acordo com a Strategy
Analytics.

Mas o cenário pode mudar em breve. A
decisão do Google de adquirir a Motorola Mobility, anunciada na semana
passada, torna mais difícil a situação para a Apple, porque oferecerá à
maior companhia de Internet aparelhos em que será possível exibir seu
software com destaque –exatamente como a Apple faz.

As
atenções agora estão voltadas ao novo modelo do Google, que une o
software para smartphones e tablets, o que deve encorajar programadores a
optar pela plataforma e criar aplicativos melhores. A Microsoft também
pode se provar uma ameaça ao lançar o Windows 8, seu software para
tablets, mas isso não deve acontecer antes do final de 2012.

Fonte: http://www.erpnews.com.br/v2/vivvo_general/2519.html

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