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BNDES cria programas para apoiar empresas

O
BNDES, que no primeiro semestre do ano já vinha se destacando como
financiador importante das micro, pequenas e médias empresas, agora vai
atuar como um dos suportes do Plano Brasil Maior, lançado ontem. Para
atender à nova tarefa, o banco criou novos programas e ressuscitou
outros para garantir apoio a empresas com problemas cambiais, do setor
de inovação, recursos para qualificação profissional e capital de giro.

No
rol das novidades está o programa BNDES Qualificação, com dotação de R$
3,5 bilhões e vigência até abril de 2013, para apoiar empreendimentos
destinados à implantação, expansão e modernização de escolas de ensino
profissional, técnico e tecnológico e cursos de capacitação de mão de
obra.

Outros programas, como o Revitaliza, foram retomados.
Agora, volta em nova versão com dotação de R$ 6,7 bilhões e juro de 9%
ao ano. O programa se destina a apoiar setores afetados pelo câmbio,
como autopeças, bens de capital, têxtil e confecção, calçados, artefatos
de couro, software, cerâmicas, entre outros, e terá vigência até
dezembro de 2012.

O Progeren, que empresta capital de giro às
micro e pequenas, teve agora incluída entre as beneficiárias as médias
empresas, inclusive do Norte e Nordeste. O orçamento da linha de giro
também foi reforçado, saltando de R$ 3,4 bilhões para R$ 10,4 bilhões,
com juros de 10% a 13% ao ano até dezembro de 2012. O Progeren foi
estendido aos setores de autopeças, móveis e artefatos de madeira. O
prazo de financiamento do giro foi ampliado de 24 meses para 36 meses,
com 12 meses de carência.

Empenhado em criar condições para a taxa
de investimento subir para 23% do PIB, o BNDES decidiu estender o prazo
do Programa de Sustentação do Investimento (PIS) até o fim de 2012.
Inicialmente, a terceira etapa do PIS estava prevista para terminar em
junho do ano que vem. Agora, medida provisória estendeu-a por mais seis
meses.

O PSI, com orçamento de R$ 75 bilhões, passou a incluir
novos setores, além de bens de capital, inovação, exportação e o
Procaminhoneiro. Os novos beneficiários são partes e componentes,
equipamentos de tecnologia da informação e comunicação produzidos no
país com tecnologia nacional, ônibus híbridos e o Proengenharia

Cláudio
Bernardo Moraes, da área de Operações Indiretas do banco e que responde
pelo PSI, atribuiu o avanço da participação das micro e pequenas
empresas nos desembolsos do banco este ano à criação do PSI no âmbito da
Finame. Ele prevê participação recorde de 30% dessas empresas nas
liberações do banco em 2011.

Para estimular o programa de
inovação, o banco tomou medida inédita. Expandiu os benefícios do
programa BNDES Limite de Crédito para empresas com projetos de inovação,
independentemente do porte. A linha funciona desde 2005 para companhias
com baixo risco de crédito (em geral grandes empresas). é um
financiamento rotativo com valor definido previamente pelo banco. O
programa de inovação do BNDES tem hoje carteira de R$ 6,8 bilhões de
projetos aprovados, em análise, enquadrados, em consultas e em
perspectivas.

Fonte: http://www.erpnews.com.br/v2/vivvo_general/2453.html

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