Como fazer o Brasil criar o próximo Instagram? - Asplan Sistemas

Como fazer o Brasil criar o próximo Instagram?

Aos 44 anos, Alexandre Hohagen é experimentado no mundo tecnológico. Foi
ele quem, em 2005, encabeçou o desembarque do Google no Brasil, onde
comandou a empresa por quase seis anos. Depois, também ajudou o Facebook
a pôr os pés por aqui e passou a comandar a operação local da maior
rede social do mundo. O gabaritado executivo estufou o peito para
afirmar, nesta quinta-feira, 19, por meio de sua coluna no jornal Folha de S.Paulo, que chegou a nossa vez.

No texto, intitulado “Neymar no Vale do Silício?”, o vice-presidente de
operações do Facebook para América Latina foi enfático: é hora de o
Brasil parar de exportar talentos como Mike Krieger, que acaba de
embolsar US$ 100 milhões com a venda do então seu Instagram. Por isso a
relação com Neymar, afinal, o Santos fez malabarismo para manter seu
talento futebolístico em terras tupiniquins.

A fórmula é a mais simples possível e consiste em copiar o modelo
internacional – neste caso, com Krieger como exemplo, a Universidade de
Stanford. A instituição foi a verdadeira responsável pela criação do
Instagram, pois foi ela que deu ao brasileiro e seu colega Kevin Systrom
toda a infraestrutura e apoio.

“Como estudantes de Stanford, ambos tiveram a oportunidade de
participar de um programa exclusivo de nove meses dedicado a 12
estudantes de destaque, que todo ano são selecionados a dedo pela nata
acadêmica da universidade”, explica Hohagen. “Durante esses meses, os
estudantes aprendem técnicas de como montar e fazer crescer uma empresa
de tecnologia, têm aulas com os melhores professores do curso, além de
estágio remunerado em promissoras startups e acesso a uma rede de
profissionais, investidores e simpatizantes de tecnologia.”

Se fizesse isso, o Brasil combateria o primeiro problema enfrentado por
quem quer destaque no mercado tecnológico, encontrado ainda no campo
acadêmico. O segundo praticamente depende da resolução do primeiro:
falta de incentivos financeiros. O VP do Facebook conta que há vários
investidores estrangeiros no país à procura de mentes como a de Krieger
para poder dar o pontapé em alguma inovação. No Brasil, mesmo, essa moda
ainda não pegou.

“Um projeto como esse poderia criar um círculo virtuoso, fazendo com
que mais fundos de investimento dedicados a empresas iniciantes – anjos,
capital semente e capital de risco – aportassem por aqui.”

Fonte: http://adnews.uol.com.br/pt/internet/como-fazer-o-brasil-criar-o-proximo-instagram.html

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