Copa 2014: Acesso à Internet é desafio nos estádios do Rio de Janeiro - Asplan Sistemas

Copa 2014: Acesso à Internet é desafio nos estádios do Rio de Janeiro

Acessar
a Internet e, por tabela, as redes sociais, nos estádios de futebol foi
tema do painel TI Esportes, realizado no dia 29 de setembro, no Rio
Info 2011. Ficou constatado que a questão da infraestrutura de telecom é
um problema que já afeta o dia-a-dia dos profissionais do setor no Rio
de Janeiro – uma das 12 cidades-sede e onde acontecerá a grande final do
evento.




“O Engenhão (localizado na zona norte da cidade) não tem acesso à
Internet. Muitos jornais usam motoboys para pegar o cartão de memória
dos fotógrafos. Isso é um absurdo nos tempos de hoje. Eu que tenho um
blog já contratei serviços de todas as operadoras móveis, mas nenhuma
funciona com qualidade”, afirmou Cris Dissat, dona do blog @Fimdejogo.




Cobertura Wi-fi é outro mito. “O Botafogo (responsável pelo Engenhão)
que é dono do estádio poderia tentar resolver essa situação, mas até
agora nada aconteceu”, sustentou Cris Dissat. E a situação não era muito
diferente no Maracanã – administrado pelo Estado – antes de o estádio
ser fechado para as obras voltadas para a Copa 2014.

“O mais
grave dessa situação é que não há ninguém em sã consciência que não
ateste que os jogos de 2014 serão o da mobilidade, o da interatividade.
Como o público vai fazer isso sem rede? O que vamos fazer com os
turistas que vão querer acessar as redes sociais?”, indagou Alberto
Blois, coordenador da Rede Rio TI Esportes, do RioSoft.




A Oi foi contratada pela Fifa para prover infraestrutura dentro dos
estádios da Copa 2014, mas ainda não está claro se esse serviço é
voltado apenas para a organização ou será aberto para todos. A Telebras
promete também criar uma infraestrutura, baseada em LTE, a 4G da
telefonia móvel, nos locais mais importantes do megaevento. Mas já disse
que cobrará das teles pelo uso da rede.




Ainda na parte relativa à infraestrutura de comunicação, os
organizadores dos Jogos Mundiais Militares – realizado em julho deste
ano no Rio e considerado um piloto para testar a capacidade de acerto
para os megaeventos – tocaram num ponto bastante sensível: Justificativa
de orçamento.




Nos jogos Militares, por exemplo, Oi e TIM/Intelig foram as fornecedoras
contratadas para prover redes sem fio para levar conexão à Internet
para os locais dos jogos. Mas as regras eram claras: conexão seria
disponibilizada apenas para a organização. O público contou tão somente
com a infraestrutura existente, em muitos casos, reconhecidamente
precária.




“No modelo de compras governamentais, justificar mais gastos para
atender o público é uma situação bastante complexa. E esse é um problema
que deve ser visto e revisto por quem vai definir as diretrizes de
compra para os eventos da Copa e das Olimpíadas”, advertiu Thomaz de
Aquino, engenheiro responsável pela área de TI dos Jogos Militares.

Fonte: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=27915&sid=8

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