Especialista do MIT dá dicas para elaborar um bom modelo de negócio digital - Asplan Sistemas

Especialista do MIT dá dicas para elaborar um bom modelo de negócio digital


Peter Weill ensina que, entre os pontos fundamentais, é estabelecer qual seu diferencial competitivo e avisa que há espaço para os CIOs

Qual seu modelo de negócio digital? Com
essa indagação, Peter Weill, cientista sênior e chairman do Centro de
Pesquisa em Sistemas da Informação do MIT, iniciou uma apresentação no
Laboratório de Sustentabilidade em TIC (LASSU), da Universidade de São
Paulo (USP), na terça-feira (28/06). O especialista seguiu com
questionamentos do tipo: como sua empresa engaja clientes digitalmente?
Entre os ouvintes estavam empreendedores, CIOs e executivos de TI de
instituições financeiras, entre outros interessados na temática.

De acordo com o especialista, elaborar uma estratégia digital coesa e
de sucesso significa atentar-se a tendências como o processo de
digitalização que ocorre – em diferentes estágios – em toda a indústria,
a mobilidade, que para o cientista interfere em tudo, e, finalmente, os
nativos digitais, grupo de pessoas que esperam dos serviços experiência
e interação ao estilo iPhone. “Eles querem isso em hospitais, bancos,
instituições de ensino”, exemplifica.

Para atingir um estágio avançado, uma das primeiras tarefas é
entender qual o diferencial competitivo de sua empresa e, depois, pensar
em três blocos formados por conteúdo, experiência e plataforma. “Tem
que olhar e determinar como isso atinge seus clientes. é preciso ter
certeza de que está dando voz aos seus clientes e também aos seus
funcionários”, aconselha.

E dar voz aos clientes é um processo complexo e difícil dentro das
empresas, sobretudo, como explica Weill, pelo fato de as respostas
recebidas nem sempre refletirem o que você julgava ser verdade. Nesse
caminho, há, também, certa perda de controle e uma imersão no conceito
de cocriação. “Elas perdem o controle, mas se não o fizerem, outras
farão e forçarão a mudança. é uma forma também de ampliar o conteúdo
existente. é preciso ir aos chats, dialogar com os clientes e, assim,
garantir mais lealdade. A parte mais difícil em ouvir os clientes é
reorganizar a estrutura da companhia, que precisará estar mais centrada
no consumidor.”

De forma geral, o cientista vê o mundo empresarial se movendo do que
ele chama de mundo ‘place’, ou das coisas tangíveis, para o ‘space’, do
intangível, onde existe uma preocupação maior com a experiência dos
usuários e a plataforma adequada de entrega. O space, diz Weill, é mais
modular, os blocos conteúdo, experiência e plataforma se conversam, mas
não estão integrados e engessados. “No mundo digital, as estruturas se
quebram e a barra do conteúdo explode, ele transforma as empresas em
companhias mais transparentes”, entende.

Em meio a tantas mudanças e a necessidade
de um olhar macro, o especialista do MIT enxerga um espaço para atuação
dos CIOs, mas faz um alerta: “O CIO tem que tomar a liderança nesse
processo e se eles não tomarem, as companhias não farão essa mudança tão
rapidamente. E alguém dentro da empresa acabará assumindo a função. O
marketing pode tomar essa posição, ou mesmo operações que tem os
processos em mãos.” O gestor de TI, ressalta, é o único a ter uma visão
completa da companhia, assim, se ele não tomar essa função em conteúdo,
experiência e plataforma, as coisas acontecerão, mas de forma
fragmentada pelos diversos departamentos.

Fonte: http://informationweek.itweb.com.br/3591/especialista-do-mit-da-dicas-para-elaborar-um-bom-modelo-de-negocio-digital/

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