Governo espera que operadoras voltem a vender chips em 15 dias - Asplan Sistemas

Governo espera que operadoras voltem a vender chips em 15 dias


Operadoras estão impedidas de vender desde esta segunda-feira.
Liberação é de responsabilidade da Anatel, que é agência independente.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou nesta terça-feira
(24) que o governo espera que, de 10 a 15 dias, as operadoras de
telefonia móvel apresentem soluções de curto prazo para falhas nos
serviços e que as vendas de chips sejam retomadas.

As operadoras de telefonia Claro, Oi e TIM estão impedidas de comercializar chips e
serviços de internet a partir da zero hora desta segunda-feira (23), em
estados onde lideraram os índices de reclamações sobre a qualidade de
seus serviços. A medida, imposta pela Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel), exige que as empresas apresentem um plano de
investimentos contendo metas para a solução dos problemas. A liberação
das vendas depende da aprovação desses planos pela Anatel – que é uma
agência independente.

O ministro reuniu-se por cerca de duas horas manhã desta terça-feira (24) com a presidente Dilma Rousseff
no Palácio da Alvorada. Ela está “muito interessada” no assunto,
relatou Paulo Bernardo, mas cobrou uma solução para o problema.

“Ela evidentemente está muito interessada e queria saber como vamos
sair disso. Falei para a presidenta resumidamente de que não temos a
expectativa de que em 10 dias ou 15 dias esses problemas [falta de
qualidade nos serviços prestados] estarão solucionados. [Mas] nós
achamos que em 15 dias, por exemplo, é um prazo muito razoável para
apresentar [os planos de investimento] e garantir que os problemas serão
resolvidos em um cronograma que vai ser seguido a cada dois meses, a
cada três meses pela Anatel”, declarou o ministro após deixar o palácio.

O governo, afirmou, não tem pressa para liberar a venda de novas
linhas, mas considera o prazo de 15 dias suficientes para a apresentação
de um compromisso.

“Ela [a presidente Dilma Rousseff] acha que foi bem conduzido pela
Anatel e tem que ser bem conduzido agora. Eu falei: ‘presidenta, nós não
vamos resolver isso em 15 dias, mas nós achamos que num um prazo de 15
dias é possível ter um plano, ter compromissos públicos que sinalizem
pra solução desses problemas’. E aí autorizamos a vender os chips, as
novas linhas, condicionada ao cumprimento desses compromissos”, explicou
o ministro.

De acordo com o ministro, o plano de melhoria apresentado pelas
operadoras será publicado no site da Anatel, de forma que os
consumidores poderão acompanhar os compromissos firmados. “O público de
maneira geral vai poder fazer também o acompanhamento porque nós vamos
colocar no site da Anatel os compromissos que as empresas vão assumir”,
disse.

Paulo Bernardo reconheceu que a medida foi “dura”, mas “inevitável”.
“Nós consideramos que foi uma medida muito forte, muito dura mas que era
inevitável. Nós tínhamos um volume de reclamações muito grande e era
preciso dar uma arrumada um freio de arrumação no setor e, por conta
disso, acho que a Anatel agiu corretamente”, afirmou.

O próprio ministro admitiu que sua operadora de celular, a TIM,
apresentou problemas na semana passada. “Ele [celular] começou a
funcionar, mas de fato na sexta-feira ele estava sem rede 3G. Imagina,
se eu quisesse tuitar reclamando não ia poder”, brincou.

A embaixada italiana procurou o Ministério das Comunicações para tratar
do caso da TIM, mas Paulo Bernardo minimizou o episódio e negou que
haja um problema diplomático.

“Ela [TIM] é uma empresa nacional, tem capital italiano, deve ter
capital de outros países, mas é uma empresa nacional. Está sujeita às
normas nacionais, assim como a Oi, a Claro,
a Vivo. Isso não pode ser tratado como um problema diplomático, um
incidente diplomático, na verdade, é um incidente com o consumidor
brasileiro”, afirmou.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/07/governo-espera-que-operadoras-voltem-vender-chips-em-15-dias.html

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