Não subestime um projeto de terceirização - Asplan Sistemas

Não subestime um projeto de terceirização


Em um cenário cada vez mais complexo, uma boa medida é segmentar os serviços prestados pela TI

A terceirização não é novidade no universo da tecnologia da
informação (TI). Isso não quer dizer, no entanto, que não precise ser
repensada, de modo a garantir uma prestação de serviço eficiente ao
usuário e financeiramente interessante. Mas em tempos de computação em
nuvem, software como serviço (SaaS, da sigla em inglês) e arquitetura
orientada a serviços (SOA), as possibilidades se multiplicaram e a vida
do CIO está ainda mais complexa.

Em um cenário cada vez mais cheio de possibilidades, uma boa medida
antes de qualquer decisão sobre terceirização é segmentar os serviços
prestados pela TI, de acordo com a diretora da prática de tecnologia da
informação da Booz & Company, Renata Serra. Assim, será possível
visualizar as necessidades da área e então dividi-las entre estratégicas
e commodities.

A terceirização de help desk e infraestrutura é considerada por
consultores uma prática consolidada. Ainda assim, lembra o diretor da
TGT Consult Ronei Silva, é preciso construir um bom case, estabelecer os
objetivos do projeto, para obter um bom resultado.

“Mesmo a terceirização da infraestrutura pode ser feita de várias
maneiras e tendo vários objetivos. Pode ter a função principal de
redução de custo ou flexibilização, entre outros. Tudo isso depende do
momento da empresa”, explica Silva.

Criar uma estratégia alinhada com os propósitos do negócio é
fundamental. Por exemplo, se a empresa tem como objetivo, nos próximos
dois anos, expandir negócios na América Latina, é preciso estabelecer um
contrato de prestação de serviço com uma companhia que atenda os
mercados de interesse.

“Existem muitas frustrações de serviços terceirizados, mas a razão é
exatamente a falta desse estudo inicial ou um estudo mal feito. O gestor
pode ter expectativa de redução de custo, mas nem pensou em clausulas
de benchmark no contrato. A empresa não quer serviços
padronizados, mas quer redução de custos; ou quer excelência e preço
baixo”, afirma Silva. De acordo com o consultor, apesar de as áreas de
TI terem absorvido muito do discurso quando se trata de construção de
case para definir uma terceirização, pouco ainda é realmente realizado
no Brasil: “Esses conceitos estão na boca de muitos homens de TI apenas
como discurso e não como ação efetiva. Está na hora de tornar o objetivo
palpável, construir o case”.

Quando se vai além do senso comum em outsourcing, a questão se torna
ainda mais complicada. Escolher entre o desenvolvimento de aplicações em
casa ou fora é delicado. Soluções extremamente específicas podem ser
feitas fora de casa, mas será necessário compartilhar boa parte do
conhecimento da área de TI, talvez disponibilizar um funcionário por um
longo período de tempo em outra empresa, correndo o risco de
desmotivá-lo. “Quando a solução não é de prateleira, a decisão é ainda
mais difícil para o CIO”, lembra Renata. Levantar seriamente se o
mercado tem capacitação adequada para responder a esse tipo de demanda é
fundamental.

Ainda, é preciso avaliar o interesse de se compartilhar um
conhecimento, uma inovação e abrir como se acontece a gestão de
determinada área. Esse não é um ponto trivial. “Quando você desenvolve
fora, é possível que o fornecedor queira tornar aquele (desenvolvimento)
mais um produto de seu portfólio”, avalia Renata.

Assim, o gestor não pode cegar-se diante de uma redução simples de
custos. Além dos recursos humanos, é essencial não esquecer-se do fator
qualitativo. Uma terceirização exigirá uma boa gestão do prestador de
serviço, como frisa Renata. “Não dá para avaliar apenas o custo do
serviço, precisa levar em consideração o custo da gestão do fornecedor. A
área de TI precisa se preparar para entregar serviços ao fornecedor e
ele deve estar estruturado. Precisa estabelecer os processos e
governança para a gestão de serviços”, completa a consultora.

Fonte: http://informationweek.itweb.com.br/3620/nao-subestime-um-projeto-de-terceirizacao/

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