Guia Rápido Para O Planejamento Financeiro No Terceiro Setor

Guia rápido para o planejamento financeiro no terceiro setor

Uma empresa sem dinheiro em caixa não tem como manter as portas abertas. Por isso, o controle das finanças é uma das atividades mais importantes em qualquer organização. No caso de entidades sem fins lucrativos, o planejamento financeiro no terceiro setor representa uma tarefa ainda mais primordial, visto que a entrada de recursos depende apenas de captação externa e doações.

Isso significa que as receitas podem sofrer grandes oscilações. Além disso, as pessoas físicas e jurídicas que disponibilizam seu dinheiro para uma ONG atingir os objetivos sociais que traçou merecem transparência na prestação de contas.

Então, neste post, apresentaremos e esclareceremos as melhores práticas para elaborar e executar um planejamento financeiro adequado para instituições do 3º setor. Confira!

As questões essenciais de uma empresa do 3º setor

Existem questões em relação a gestão empresarial que são específicas para entidades do terceiro setor. Abaixo, abordaremos os principais pontos de atenção para uma boa administração financeira desse tipo de empresa. Veja!

Captação e controle de recursos

Uma entidade sem fins lucrativos é capaz de gerar entradas e manter seu fluxo de pagamento em dia por meio das doações que recebe e também da captação de recursos externos. Com o passar dos anos, foram acordados incentivos fiscais com órgãos públicos, fazendo com que o processo de captar verba para organizações do terceiro setor fosse aprimorado. Isso permitiu que mais pessoas físicas e jurídicas fizessem suas contribuições para a manutenção dessas entidades.

Uma das melhores iniciativas do governo federal para a captação de recursos de ONGs foi a chance de reverter parte do Imposto de Renda (IR) para fundos que ajudam financeiramente essas entidades. Com isso, todo o valor que foi direcionado para doação é deduzido no IR, fazendo com que as empresas do 3º setor consigam mais verba. Assim, elas são capazes de manter e fazer um planejamento mais eficiente de como atuarão, controlando o seu fluxo de caixa de forma mais adequada.

Orçamentos e prestação de contas

Uma organização sem fins lucrativos deve pensar o seu orçamento da mesma maneira que uma companhia privada faz. Ou seja, ele precisa ser implementado visando a transparência das receitas, das despesas e dos investimentos efetivados ao longo de um período determinado.

Lembre-se de que criar um orçamento para instituições sem fins lucrativos significa inserir os custos nos objetivos sociais e registrar todos os documentos fiscais e financeiros. Isso terá grande utilidade quando você precisar fazer a comprovação que aplicou adequadamente todo o recurso que captou. Quanto mais clareza você alcançar nessa demonstração, expondo a evolução do patrimônio da organização com transparência, mais verba conseguirá obter.

Contratação de serviços e profissionais

Os trabalhadores voluntários não são mais as únicas pessoas que atuam em instituições do terceiro setor. Isso porque é fundamental contratar profissionais capacitados, que têm a qualificação necessária para fazer a gestão financeira da ONG, mantendo sua operação em dia e objetivando a expansão das atividades. Para isso, será preciso remunerar esses colaboradores de acordo com o salário que o mercado paga para os devidos cargos e funções.

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Planejamento a longo prazo

O sucesso de uma instituição sem fins lucrativos depende da sua organização, do delineamento das metas e objetivos, além dos recursos financeiros disponíveis em conta para sua atuação. A potencialização desse êxito depende do plano estratégico pensado a longo prazo.

Afinal de contas, um planejamento desse tipo traz a possibilidade de criação de novas ações, priorizando os objetivos centrais e mais importantes, organizando internamente o direcionamento das atividades. Com isso, os resultados sociais alcançados pela instituição serão muito mais satisfatórios. O planejamento de longo prazo também é imprescindível para que decisões relacionadas ao futuro sejam tomadas de forma mais acertada.

O papel do administrador

O segredo da continuidade de qualquer negócio, seja ele com ou sem fins lucrativos, é administrar os recursos com a competência necessária. No caso de entidades do terceiro setor, por contarem com doações e captação de recursos externos como única forma de angariar capital, a sua receita sofre bastante variação e certas limitações. No entanto, as despesas estão sempre presentes e precisam ser pagas.

Portanto, é fundamental que essas instituições tenham uma gestão excelente. O responsável pela administração é encarregado de fazer o planejamento dos recursos disponíveis em caixa, utilizando o fluxo de caixa como suporte, de modo a garantir o controle financeiro apropriado para que todos os pagamentos das despesas sejam honrados.

A importância do planejamento financeiro

Como dissemos, o planejamento financeiro é uma das ferramentas de apoio mais importantes para o gestor tomar como base em suas decisões. Nas instituições sem fins lucrativos, o orçamento é ainda mais relevante, pela grande necessidade de planejamento e aplicação dos recursos, facilitando a prestação de contas e proporcionando a visualização do panorama financeiro e contábil da organização. Isso é muito útil para captação novos recursos.

Além do mais, esse tipo de planejamento possibilita a análise das variações entre o previsto e o realizado. Com ele, o gestor pode averiguar se as metas traçadas estão sendo atingidas. Por fim, o orçamento financeiro bem estruturado e organizado traz mais transparência para o gerenciamento da instituição, algo especialmente necessário quando os recursos que entram na conta são públicos.

A estrutura necessária para manter um projeto social funcionando

O sucesso de um projeto social tem início na definição de qual situação difícil ele se propõe a combater. Então, deve-se definir cada necessidade que será atingida, delineando todas as mudanças que serão implantadas. Com isso, a instituição sem fins lucrativos terá elaborada a justificativa que servirá de base para a implementação do projeto social.

A captação de recursos é o ponto-chave, pois sem dinheiro não dá para manter uma ONG funcionando. Para tanto, redija um roteiro bem elaborado e inteligente, expressando de forma clara os objetivos gerais e específicos, as estratégias, prazos, recursos e equipamentos indispensáveis para a realização do projeto.

Um orçamento bem-feito precisa explicitar os resultados da instituição tanto qualitativa como quantitativamente. Ao realizar uma apresentação para algum apoiador ou financiador em potencial do seu projeto social, o planejamento financeiro no terceiro setor fará com que você tenha mais chances de captar os recursos que precisa.

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