Saiba mais sobre os Ultrabooks - Asplan Sistemas

Saiba mais sobre os Ultrabooks


Conheça as vantagens e desvantagens destas máquinas finas e leves, que são uma evolução do notebook tradicional.

Quem está à procura de um novo notebook já deve ter ouvido falar nos
Ultrabooks. Talvez tenha até visto um numa loja e se impressionado ao
notar como eles são fininhos e leves. Mas o termo ainda causa muita
confusão: o que, exatamente, torna uma máquina um ultrabook? ele é
melhor que um netbook? qual a vantagem em relação a um portátil
tradicional?

Ultrabook é um termo cunhado pela Intel para descrever uma “evolução” do
notebook: são máquinas mais leves, mais finas e com melhor autonomia de
bateria que os modelos atualmente no mercado. Pense em algo como um
MacBook Air, mas feito por outros fabricantes e rodando Windows, e você
estará no caminho certo.

E já que a Intel cunhou o termo, ela dita as regras: para ser chamada
de Ultrabook uma máquina tem de atender a uma série de requisitos,
tanto no design quanto no hardware. Um Ultrabook com tela de 13
polegadas, por exemplo, não pode ter mais de 1,8 cm de espessura. Os
processadores tem de ser Intel Core de segunda geração, seja i3, i5 ou
i7 e modelos de “ultra baixa voltagem”, que consomem menos energia que o
processador de um notebook comum.

Com esses requisitos, fica claro que você não irá ver um Ultrabook
equipado com um processador da AMD, concorrente da Intel. Mas isso não
significa que a empresa está de fora: ela espera lançar já em meados
deste ano uma plataforma batizada de Ultrathin (ultrafino, em inglês),
que permitirá a criação de notebooks tão finos e leves quanto os
Ultrabooks e, diz a empresa, mais baratos. Vem briga por aí!

São todos iguais?

Só porque duas máquinas são “Ultrabooks” não quer dizer que elas são
iguais. Assim como nos notebooks, os fabricantes são livres para
experimentar diferentes configurações, desde que se mantenham dentro dos
requisitos. Você pode ter um modelo com processador Core i3, HD de 320
GB e tela de 13”, ou um com processador Core i7, SSD de 256 GB e tela de
14”. Máquinas diferentes, mas ambos Ultrabooks.

Ultrabook é a mesma coisa que netbook?

Um Netbook é um notebook que encolheu, com tela menor e poder de
processamento limitado em relação a um portátil tradicional. Se tornaram
populares especialmente por causa do preço baixo, menos de R$ 1.000 em
vários casos.

Já um Ultrabook é um notebook que entrou numa dieta. Apesar de mais
fino e mais leve, ainda é tão poderoso quanto um notebook convencional.
Para conseguir isso eles incorporam tecnologia bastante avançada, e o
preço acaba sendo muito mais alto que o de um netbook, e muitas vezes
que o de um notebook.

Quais as vantagens?

As principais vantagens de um Ultrabook em relação a um notebook
tradicional são o tamanho e o peso. Vamos fazer uma comparação rápida
entre duas máquinas similares, o Ultrabook Aspire S3-951, da Acer, e o
notebook convencional Meganote Volcano, da Megaware, ambos com
processadores Intel Core i5: o Meganote tem 3,5 cm de espessura, e pesa
2,2 Kg. O Aspire S3-951 tem 1,7 cm de espessura, e pesa 1,4 Kg.

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Fino: um Ultrabook com tela de 13″ não pode ter mais de 1,8 cm de espessura

Outra vantagem: a maioria dos Ultrabooks usa, no lugar de um HD
convencional, um disco de estado sólido, ou SSD, baseado em memória
Flash. Imagine um “pendrive” de grande capacidade montado dentro do
micro. Os SSDs são muito mais rápidos que os HDs convencionais, o que
ajuda os Ultrabooks a estarem “prontos” pro trabalho rapidinho: eles
conseguem acordar de uma hibernação em menos de 7 segundos.

Com isso, em vez de desligar um Ultrabook você pode colocá-lo para
hibernar, que é um modo onde ele consome pouca energia e pode ficar
dias, e quando precisar usá-lo basta abrir a tampa pra continuar de onde
parou em segundos, sem precisar esperar o Windows carregar.

E além de mais rápidos os SSDs também consomem menos energia do que
um HD convencional. Isso ajuda na autonomia de bateria: a Intel pede um
mínimo de 5 horas, enquanto muitos notebooks convencionais não chegam a
3.

E as desvantagens?

Como são fininhos, os Ultrabooks geralmente não tem espaço para um
leitor de DVDs. Se isso é importante, você vai ter de se acostumar a
carregar um drive externo junto com sua máquina.

Da mesma forma a bateria é fixa dentro do gabinete, e não pode ser
substituída pelo usuário. Isso dá ao fabricante mais liberdade no
design, aproveitando melhor o espaço no gabinete para uma bateria maior,
por exemplo, mas significa que se um dia ela parar de manter a carga o
usuário terá de mandar a máquina toda para a assistência técnica, em vez
de simplesmente comprar uma bateria nova. Também é uma má notícia para
executivos e “heavy users” que costumam levar baterias extras durante
uma viagem, para não ficar sem energia no meio do caminho.

As unidades SSD também tem uma desvantagem: a tecnologia ainda é nova
e elas são muito mais caras que um HD convencional, especialmente em
grandes capacidades. Por isso os Ultrabooks costumam ter SSDs de 128 ou
no máximo 256 GB, o que pode parecer estranho para quem está acostumado a
ver nas lojas notebooks com HDs de 500 GB ou 1 TB. Há alguns modelos
que são exceção e trazem uma solução híbrida: um pequeno SSD de 16 ou 20
GB para o sistema operacional e hibernação e um HD tradicional para os
dados. Mas nesse caso, o HD acaba sacrificando a autonomia de bateria em
relação a um modelo apenas com SSD.

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Bateria não removível é uma das desvantagens dos Ultrabooks

Os Ultrabooks atuais também não tem GPUs dedicadas (como os modelos da ATI ou NVidia). Em vez disso trazem o sistema de vídeo Intel HD Graphics 3000
integrado ao processador. Embora seja poderoso o suficiente para todas
as tarefas típicas do dia-a-dia, inclusive a reprodução de vídeo em
alta-definição, ele não é adequado para jogos, com a exceção de alguns
títulos como World of Warcraft, Starcraft II, Diablo III e outros mais
antigos.

Mas o principal problema da primeira geração de Ultrabooks no mercado
nacional é o preço: um modelo básico como um Acer Aspire S3 com
processador Intel Core i3 e HD de 320 GB custa R$ 2.800. Um modelo mais
sofisticado, como o Dell XPS 13 com um processador Intel Core i5, 4 GB
de RAM e disco SSD de 128 GB custa a partir de R$ 3.800, e pode chegar a
R$ 6.000 na configuração mais completa. é muito salgado.

A Intel está ciente disto, e está trabalhando junto aos fabricantes
conseguir reduzir o preço em breve. A empresa espera que, já no final de
2012, seja possível encontrar Ultrabooks no Brasil por cerca de R$
2.000.

Vale a pena investir num Ultrabook?

A primeira leva de máquinas a chegar ao mercado deixou a desejar.
Testei duas delas, o ASUS Zenbook UX31 e dois modelos do Acer Aspire S3,
um com processador Core i3 e outro com processador Core i5.

Na pressa de serem os primeiros no mercado, os fabricantes acabaram
tomando alguns atalhos que prejudicaram o produto final. O modelo da
ASUS, por exemplo, chegou às lojas com um bug que tornava o trackpad horrivelmente impreciso. Isso foi corrigido com uma atualização de software, mas a má fama já havia se espalhado.

Já os Aspire S3
sofrem com problemas de design: um teclado com layout fora do
convencional e portas USB mal-posicionadas (na traseira da máquina).
Além disso, a promessa de uma longa autonomia de bateria não se
realizou: consegui três horas e meia em nossos testes, dentro da média
de um notebook convencional e longe das 5 horas prometidas pelo
fabricante.

Combine isso ao alto-preço e, por enquanto, os primeiros Ultrabooks
não parecem um bom negócio, a não ser que você realmente precise de uma
máquina fina e leve. Nesse caso, um Macbook Air pode ser a melhor
escolha.

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Dell XPS 13: um dos novos modelos que estão chegando ao mercado nacional

Mas nem tudo está perdido: empresas como a LG (com seu Z330 e Z430) e Dell (com seu XPS 13)
estão trazendo uma nova onda de máquinas ao mercado. E a Intel promete
para a segunda metade de 2012 uma segunda geração de Ultrabooks,
equipados com tecnologias como USB 3.0 e telas sensíveis ao toque e até
mesmo dobráveis, como o IdeaPad Yoga, da Lenovo, que vimos na CES.

No final das contas, o Ultrabook é um conceito que veio para ficar.
Se não pelos esforços da Intel e dos fabricantes, pelo simples fato de
que são uma evolução natural do notebook, que segue uma lei universal do
mundo da tecnologia, a Lei de Moore, descrita pelo co-fundador da
Intel. Simplificando, ela diz: cada geração de hardware é menor, mais
poderosa e mais barata que a anterior.

Fonte: http://pcworld.uol.com.br/noticias/2012/04/09/saiba-mais-sobre-os-ultrabooks/

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