TI deve representar 5% do PIB brasileiro em 2014 - Asplan Sistemas

TI deve representar 5% do PIB brasileiro em 2014


Para acompanhar o crescimento do setor, Brasscom quer formar 300 mil profissionais, utilizando recursos de programa do Governo

Uma pesquisa da IDC, apresentada na última semana pela Brasscom
(Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e
Comunicação) ao ministro das Comunicações, Aloizio Mercadante, revela
que, em 2010, a venda de software, hardware e serviços de TI movimentou
US$ 85,9 bilhões. Com isso, o setor representou 4% do PIB (Produto
Interno Brasileiro), contra 3,25% no ano anterior.
 
Se considerados os gastos com TI em geral – o que inclui os
investimentos realizados em tecnologia pelas corporações –, o mercado
gerou US$ 165 bilhões, no último ano. Assim, o Brasil passou da oitava
para a sétima posição no ranking dos países que mais investem em
tecnologia.
 
E as estimativas são de que, se o setor de TI mantiver o ritmo de
crescimento de 10% ao ano, contra cerca de 4% da economia brasileira,
deve representar 5% de todo o PIB nacional, até 2014. “Mas isso vai
depender de diversos fatores, como custo, câmbio e recursos humanos”,
aponta Edmundo Oliveira, diretor de Marco Regulatório da Brasscom.
 
Para enfrentar as principais barreiras do setor, a Brasscom defende uma
proposta para redução dos impostos que incidem sobre a folha de
pagamento das empresas de TI (leia matéria anterior), assim como o estímulo à formação de mão de obra qualificada.
 
“Até 2014, queremos formar 300 mil pessoas em TI”, informa o diretor.
Para isso, ele aposta no uso de novas linhas de financiamento do Governo
Federal, ligadas ao Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino
Técnico e ao Emprego). Este último, anunciado no final de abril pela
presidente da República, Dilma Roussef, e que deve ser promulgado até
julho.
 
Oliveira explica que, graças ao programa, estudantes e trabalhadores
terão acesso a condições diferenciadas de financiamento para formação
técnica. Da mesma forma, as empresas poderão utilizar os recursos para
qualificar profissionais.
 
Além dos incentivos à formação, Oliveira destaca que outra bandeira
defendida pela Brasscom é que o Governo invista na inovação. “Isso
precisa ser melhor explorado no Brasil”, afirma. Ainda segundo ele, sem
um cenário propício à criação de novos produtos e serviços competitivos
internacionalmente, ficará impossível para o País concorrer com mercados
como a índia.

Fonte: http://olhardigital.uol.com.br/negocios/digital_news/noticias/ti_deve_representar_5_do_pib_brasileiro_em_2014

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