Três dicas para evitar dores de cabeça com a gestão dos tablets - Asplan Sistemas

Três dicas para evitar dores de cabeça com a gestão dos tablets


Aproveite ao máximo o uso corporativo de iPads, tablets Android e outros dispositivos móveis.

O uso de tablets é uma proposição complicada para muitos
departamentos de TI. Esses dispositivos móveis já oferecem muitas das
capacidades de criação de conteúdo dos laptops, mas faltam uma gestão
madura e softwares de segurança.

Funcionários que usam seus iPads próprios, ou fornecidos pelo
empregador, para fins de trabalho podem inadvertidamente expor dados da
empresa para os hackers se as devidas precauções não forem tomadas, quer
enquanto conectados à rede da empresa ou a uma rede Wi-Fi pública.

“A gestão dos tablets é muito diferente da gestão dos laptops. Para
começar, a maioria das pessoas não leva seus laptops para o trabalho e
diz, Eu quero que você conecte o meu laptop na rede da empresa”,
argumenta Dan Croft, CEO da empresa de serviços wireless sem fio Mission
Critical. “O uso da maioria dos laptops é controlado e bloqueado pela
empresa. Mas, se uma empresa vai fazer uso de tablets com aplicativos
corporativos sobre eles, é preciso haver um certo nível de controle,
reconhecendo que eles serão usados, na prática,t anto para negócios e
como para questões pessoais.”

Com isso em mente, aqui estão três práticas que analistas e usuários
recomendam a empresas que desejam investir no uso de tabletes ou
permitir que os trabalhadores levem os seus próprios tablets para o
escritório.

Primeiro: Use uma plataforma de gestão de dispositivos móveis

O uso de uma plataforma de gestão é a melhor forma de implementar
políticas de limpeza remota, a aplicação da políticas de controle de
acesso e diretrizes mínimas de segurança para a conexão de dispositivos
móveis em redes corporativas.

“Você precisa usar uma plataforma de gerenciamento de dispositivos
móveis para que a empresa tenha algum conhecimento básico e um certo
nível de controle sobre qualquer dispositivo conectado à sua rede”, diz
Croft. “é a melhor maneira de manter o controle.”

As plataformas de gerenciamento mais conhecidas, como as da AirWatch,
MobileIron e Sybase, suportam múltiplos sistemas operacionais, ou seja,
você não precisa de sistemas separados para gerir o que quer que
usuários levem para o escritório. Em vez disso, o seu departamento de TI
pode se concentrar na gestão dos próprios usuários.

“Em geral, há uma tese de que agora que você deve começar gerenciando
o usuário em vez de gerenciar o dispositivo”, diz o analista da
Forrester, Christian Kane. “Significa que você deve compreender o que
os trabalhadores podem usar a partir desses dispositivos, dar a eles
acesso aos aplicativos que precisam.” O trabalho da empresa será o
controle de acesso a certas aplicações, de acordo com as necessidades do
usuário, impedindo o seu acesso a aplicativos que não podem ser usados
​​com segurança em seu dispositivo.

Segundo: Desenvolva uma estratégia para uso de aplicativos

Caso você não tenha notado, aplicativos móveis são bastante
populares. O número de downloads de APPs deve totalizar 17,7 bilhões em
2011, segundo previsão do Gartner, gerando uma receita de
aproximadamente US $ 15 bilhões.

Virtualizar as aplicações corporativas dodesktop para o tablet é uma
maneira de assegurar que eles serão usados ​​de forma segura e que os
dados armazenados sobre eles serão mantidos em segurança na rede
corporativa. Kane diz que, além de disponibilizar uma forma segura para
entregar aplicativos corporativos para tablets, a virtualização também
pode ser um caminho para garantir que as aplicações corporativas serão
mantidas separadas dos aplicativos de consumo.

“Algumas empresas têm aplicativos baseados no Windows que eles querem
entregar em tablets através do uso de ferramentas de virtualização,
como o Citrix Receiver ou o VMware View”, diz ele. Isso é bom.

Outra forma de gerenciar APPs com segurança é simplesmente montar a
sua própria APP Store na empresa. Isso pode garantir que as empresas
pré-aprovem o uso dos aplicativos mais populares para os usuários, e
saibam exatamente a que recursos esses aplicativos terão acesso na rede
corporativa.

Joel Evans, vice-presidente de desenvolvimento de aplicações da
Mobiquity garante que a construção de uma loja de aplicativos in-house
pode ser muito mais simples do que parece se as empresas não caírem na
tentação de projetar uma loja que se equipare à da Apple App Store ou ao
Android Market, do Google.

“Um dos nossos clientes montou uma loja de aplicativos internos
através da construção de um site com links com URLs seguras que os
usuários podem ativas para obter os aplicativos”, diz ele. “Há um monte
de alternativas open-source para lojas de aplicativos que são simples e
fáceis de gerenciar.”

Terceiro: Certifique-se de seus usuários sabem o que é e o que não é de sua responsabilidade

Como mencionado anteriormente, a tendência de deixar de gerenciar os
dispositivos dos usuários e para gerenciar os próprios usuários e o
acesso deles aos recursos corporativos tem crescido. Isto dá aos
usuários muito mais liberdade e responsabilidades quando se trata de
gerir os seus dispositivos de forma segura.

“Os usuários fazem o que bem entendem com seus dispositivos e depois
culpam TI quando algo dá errado”, diz o analista do Gartner, Ken
Dulaney. “Isso é insustentável.”

Então, se você é um administrador de TI de uma empresa cujos
trabalhadores têm o hábito de esquecer seus iPads em bares, tarde da
noite, você tem que dar a eles as ferramentas necessárias para que
apaguem dados remotamente, por conta própria ou não.

“Temos ouvido histórias de processos judiciais envolvendo alguns
usuários que tiveram suas fotos pessoais apagadas quando seus
departamentos de TI limparam remotamente seus iPads”, diz ele. “Mas a
política das empresas dava a elas o direito de eliminar todos os dados,
independentemente de serem pessoais ou não.”

“O livre uso dos tablets pessoais é uma responsabilidade partilhada e
tem de ser gerida dessa forma”, diz ele. “Por exemplo, uma empresa pode
dizer que vai pagar por uma parcela do seu contrato mensal de
comunicação de dados, mas não vai pagar por seus excessos de consumo
mensal de dados. Ou que vai deixar você usar os aplicativos que quiser,
mas não vai pagar para consertar o [dispositivo] se você quebrá-lo, nem
se resposnabilizar por dados pessoais apagados em caso de perda ou
roubo.”

Fonte: http://cio.uol.com.br/gestao/2011/12/16/tres-dicas-para-evitar-dores-de-cabeca-com-a-gestao-dos-tablets/

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *